Collor cobra ação para evitar catástrofe ainda maior nos mangues e arrecifes

30 outubro 2019
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Categoria: Notícias
30 outubro 2019, Comentários: 0

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O senador Fernando Collor de Mello (Pros) classificou como ineficiente a resposta brasileira às recentes tragédias ambientais (queimadas na Amazônia e manchas nas praias) e chamou atenção para os reflexos disso sobre “os nossos interesses na esfera internacional”.

Em discurso realizado nesta quarta-feira (30) no Senado Federal, Collor declarou que, diante da postura atual do País, o Brasil passa gradualmente da condição de referência ambiental para a de País colocado de lado nas discussões relevantes sobre o tema. O senador alertou, também, que é preciso agir para evitar uma catástrofe ainda maior nos mangues e arrecifes.

 Para Collor, sem acionar oficialmente o plano de contingência para incidentes de poluição por óleo em águas, na sua integralidade, a resposta federal tem sido improvisada, desorganizada e, pior, tardia e lenta. Ele ressaltou que desde o aparecimento das primeiras manchas de óleo, ocorrido há exatos sessenta dias, a remoção tem sido feita por voluntários e, mais recentemente, por integrantes das Forças Armadas.

“O maior desafio, no entanto, ainda está por ser enfrentado: a destruição de mangues e de arrecifes de corais da costa do Nordeste. São necessárias, de imediato, medidas para tentar evitar uma catástrofe ainda maior, que afete dramaticamente esses ecossistemas. Já que não temos, até agora, como combater as causas, é urgente mitigar as consequências”, frisou Collor, dizendo que é emocionante “ver a ação desses abnegados brasileiros, os voluntários, que arriscam a própria saúde para proteger um patrimônio de todos: as nossas praias. A eles devemos expressar o nosso reconhecimento e nossa gratidão”.

O senador alertou, também, que o desastre não afeta apenas a natureza.”Tem também uma dimensão social, humana. Pescadores já amargam prejuízos que ameaçam inclusive a sua subsistência. É fundamental que o governo federal concretize a anunciada medida de antecipação do pagamento do seguro defeso para os trabalhadores da pesca. Projeta-se redução no fluxo de turistas na alta temporada que se avizinha, com sérias perdas econômicas para as famílias que tiram seu sustento dessa atividade”, expôs o parlamentar na tribuna.

DIPLOMACIA 

Collor defendeu que o Brasil deve honrar os compromissos que a sociedade brasileira assumiu voluntariamente perante a comunidade internacional. O senador lembrou que a política ambiental brasileira tem reflexos planetários, sugerindo que abandone-se as posturas anacrônicas e promova-se a união da sociedade em torno de objetivos civilizatórios.

“As reações da comunidade internacional não podem ser tomadas como verdade absoluta, mas nos obrigam a uma reflexão. Assim como em 1992, como Presidente da República, e em 2007, 2012 e 2017, como Senador da República, conclamo, mais uma vez, os brasileiros a enfrentarmos o desafio histórico e a obrigação ética de forjar um novo modelo de desenvolvimento sustentável para o País”, reforçou Collor.

Collor alertou, ainda, que a falta de atenção e de compromisso ambiental não se refletem apenas no desmerecimento da imagem do Brasil no exterior. Para o país, segundo ele, há estreita relação entre meio ambiente, poder e comércio. O senador disse que “desvalorizar os avanços que obtivemos na proteção do meio ambiente compromete importante elemento de projeção humana e de promoção comercial do país”.

“Supera-se o imediatismo e o casuísmo com planejamento de longo prazo. Combate-se problemas recorrentes com instituições fortes, diligentes e conscientes do seu papel. Enfrenta-se o inesperado com planos de contingência abrangentes e preparação contínua”, disse Collor no Senado, repetindo o que alertou em 3 de junho de 1992, na reunião inaugural da Rio-92, quando reuniu no Brasil lideranças mundiais e pautou pela primeira vez o tema meio ambiente globalmente.

“As pequenas negligências de hoje podem representar danos irreparáveis amanhã. Temos a responsabilidade de pôr em prática o que sabemos, de modo a garantir um futuro melhor para a humanidade”, relembrou o senador.  Seremos, concluiu Collor, assim, “cada vez mais cobrados pela nossa contribuição para o projeto mundial de salvação da vida no planeta. É essa abordagem que nos exige o século XXI”.

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