Collor explica motivos e pede perdão por bloqueio de ativos durante Presidência

18 maio 2020
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Categoria: Notícias
18 maio 2020, Comentários: 0

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O senador Fernando Collor (Pros) utilizou as redes sociais, na manhã desta segunda-feira (18), para explicar os motivos e pedir perdão pelo bloqueio de ativos durante a Presidência da República. Ele narrou que, com a inflação de 80% ao mês, “os mais pobres eram os maiores prejudicados, perdiam seu poder de compra em questão de dias, pessoas estavam morrendo de fome. O Brasil estava no limite”, expôs Collor.  

O senador relembrou que, diante do impacto da medida, sabia que naquele momento arriscava perder a sua popularidade e até mesmo a Presidência, mas eliminar a hiperinflação era “o objetivo central do meu governo e também do País. Acreditei que aquelas medidas radicais eram o caminho certo. Infelizmente, errei”, justificou.

Collor destacou, ainda, que durante a preparação das medidas iniciais do seu governo, tomou conhecimento de um plano economicamente viável, mas politicamente sensível, com grandes chances de êxito no combate à inflação. Contudo, o ex-presidente reforçou que era uma decisão dificílima, mas resolveu assumir o risco.

“Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos. Eu e a minha equipe não víamos alternativa viável naquele início de 1990. Quisemos muito acertar. Nosso objetivo sempre foi o bem do Brasil e dos brasileiros”, postou o senador.

Abaixo, leia o post na íntegra. 

Bom, pessoal, entendo que é chegado o momento de falar aqui, com ainda mais clareza, de um assunto delicado e importante: o bloqueio dos ativos no começo do meu governo.  Quando assumi o governo, o país enfrentava imensa desorganização econômica, por causa da hiperinflação: 80% ao mês! Os mais pobres eram os maiores prejudicados, perdiam seu poder de compra em questão de dias, pessoas estavam morrendo de fome. O Brasil estava no limite!

Durante a preparação das medidas iniciais do meu governo, tomei conhecimento de um plano economicamente viável, mas politicamente sensível, com grandes chances de êxito no combate à inflação. Era uma decisão dificílima. Mas resolvi assumir o risco. Sabia que arriscava ali perder a minha popularidade e até mesmo a Presidência, mas eliminar a hiperinflação era o objetivo central do meu governo e também do País. Acreditei que aquelas medidas radicais eram o caminho certo. Infelizmente errei.

Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos. Eu e a minha equipe não víamos alternativa viável naquele início de 1990. Quisemos muito acertar. Nosso objetivo sempre foi o bem do Brasil e dos brasileiros.

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