No Senado, Collor homenageia presidente nacional das Apaes

24 setembro 2015
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Categoria: Notícias
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Plenário do Senado
Por meio de uma proposição apresentada pelo senador Fernando Collor (PTB), o Senado Federal homenageou, em sessão solene realizada na manhã desta quinta-feira (24), a presidente da Federação Nacional das APAEs, Aracy Maria de Silva Lêdo, por sua contribuição à causa das pessoas com deficiência. Ela recebeu a Comenda Dorina Gouveia Nowill. Além de Aracy, outras cinco pessoas ligadas ao trabalho com deficientes foram homenageadas, entre elas, a ex-deputada federal Rosinha da Adefal.

Em entrevista à imprensa, o senador Fernando Collor lembrou que todos aqueles que experimentaram a convivência contínua e cotidiana com uma pessoa com deficiência sabem bem que ‘a maior dificuldade do ser humano é amar, orientada, sobretudo, pelo preconceito”. A sessão também foi destinada a comemorar o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência.

“A deficiência de amar é a que nos impede de perceber os apelos que vêm de todos aqueles que não podem falar. É também a que nos impede de compreender o especial sentido, a inconcessa importância, a formidável beleza, a extraordinária riqueza dos diferentes e da diferença. Trata-se de deficiência sorrateira, de incidência crescente, acometendo os que, nos estacionamentos, ocupam as vagas reservadas aos idosos e às pessoas com mobilidade reduzida”, destacou Collor.

De acordo com o senador, Aracy Lêdo não sofre da chamada deficiência de amar, já que tem uma história em defesa da inclusão social. Aposentada, ela começou a trabalhar na Federação das APAEs do Rio Grande do Sul. Após anos de dedicação, chegou à presidência da federação no estado, além de assumir a Secretaria Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social de Porto Alegre, a primeira do gênero no País. Em seguida, foi eleita e reeleita Presidente da Federação Nacional das APAEs.

“Quero render as nossas homenagens pelo alcance de suas ações, especialmente, pela proteção, pela atenção integral, pela inclusão social. Que vocês, homenageadas, continuem a nos ajudar a combater esta cultura do ódio e da indiferença que devasta a sociedade brasileira. Que vocês continuem a nos revelar a força, a beleza e o revolucionário da excepcionalidade. Que vocês continuem a nos ensinar que a vida só vale a pena quando é dádiva”, frisou o senador.

Ainda durante a entrevista, Collor lembrou que o movimento apaeno (criação e desenvolvimento dos trabalhos das APAEs) surgiu por iniciativa de Beatrice Bemis, uma norte-americana que se viu no Brasil com uma filha com Síndrome de Down numa época em que o país era absolutamente carente de políticas públicas destinadas à proteção e à inclusão das minorias.

“Sabemos que o embrião da associação se transformou, pelo esforço incansável, pela multiplicação da generosidade, nesse admirável conjunto que soma, hoje, mais de duas mil unidades, entre as quais a de Maceió, fundada em 1964 por minha mãe, Leda Collor de Mello, que também dá nome à APAE de Arapiraca, em Alagoas”, pontuou.

O senador fez questão também de homenagear a presidente da APAE de Arapiraca, Nayara Agra Vital, e, em nome dela, cumprimentar toda a equipe de colaboradores. Ele felicitou também a deputada Rosinha da Adefal, ‘alagoana que, com justiça, está entre as agraciadas com a homenagem’.

A mesma sessão prestou uma homenagem, in memoriam, à própria Dorina Gouveia Nowill, que dá nome à premiação. Dorina Gouveia Nowill perdeu a visão aos 17 anos de idade, mas nunca deixou que a deficiência interrompesse sua carreira profissional. Em uma época em que livros em braile eram raros, ela continuou os estudos e formou-se professora primária. Posteriormente, continuou seus estudos na Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos.

Dorina Nowill foi presidente do então Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos (hoje União Mundial dos Cegos), criando também a Fundação Dorina Nowill, voltada para ajudar deficientes visuais. Dorina faleceu em São Paulo, em 2010, aos 91 anos.

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